Não deixe a taxa de rejeição fazer você chorar
Quando a equipe de tradução do Google Analytics fazia seu trabalho, não devia fazer idéia que ali nascia o maior trauma de todos os usuários da ferramenta em português: a temível Taxa de Rejeição. Hoje em dia, ela é sinônimo de fracasso para todo mundo que acompanha a métrica de um site pelo GA, seja ele um blog, e-commerce ou site de notícias. Mas não precisa ser assim.
Como acontece a tal da rejeição
Do original Bounce Rate (taxa de “quique”), a taxa de rejeição representa o percentual de visitas que chegaram ao seu site e não visualizaram outras páginas. Mais especificamente, uma rejeição ocorre quando o usuário:
- Clica em um link para uma página em um site diferente do seu
- Fecha a janela ou a aba aberta
- Digita uma nova URL para outro site
- Clica no botão “Voltar” para sair do site
- Abandona a janela pelo tempo necessário para sua sessão expirar (normalmente 30 minuto
Do ponto de vista do Analytics, todas essas situações representam visitas com uma única visualização de página.
Taxa de Rejeição = Total de visitas que visualizaram uma página / Total de visitas
Cada página tem sua própria taxa de rejeição
Solta no vento, a bounce rate pode realmente ser um elefante branco no planejamento de qualquer um, daquele que dá até justa causa, mas é importante considerar qual a rejeição individual de cada landing page (página de entrada).
Dessa maneira é possível entender se o problema está na Home do site, na página de destino de uma campanha de e-mail marketing ou em uma página de produto que está aparecendo bem em buscas orgânicas.
Assim, a taxa geral do site, exibida na página inicial do Analytics, deve ser considerada com cautela. É importante sempre pensar a taxa de rejeição de acordo com os objetivos do site. Em alguns casos, o comportamento do usuário médio daquele tipo de site já pressupõe altos índices de “rejeição”, como:
- buscar por uma informação sobre um fato específico, chegar a uma página interna de um site de notícias e sair em seguida.
- procurar formas de contato alternativas, como e-mail e telefone. Se você quer pedir uma pizza, e a página inicial da pizzaria já mostra o telefone de contato no rodapé, não tem porque ficar navegando nele.
Você pode estar falando com as pessoas erradas
Na minha opinião, a origem das visitas é ainda mais importante que a taxa de rejeição por cada página de entrada. Não adianta quão interessante seja o seu conteúdo, você tem que encarar a realidade: ele não é para todo mundo. Isso não quer dizer que você não tenha público para o seu site, apenas que está buscando tráfego nos lugares errados.
Isso pode acontecer, por exemplo, porque sua base de cadastro dos 50.000 e-mail marketing que você envia por mês está muito genérica e vem de uma fonte que não tem a ver com o que você faz. Ou porque sua campanha do AdWords não está legal e está atraindo cliques de usuários que não são bem o seu público alvo (o que também contribui pra jogar seu CTR no buraco).
Nem sempre a culpa é sua
O nome da sua empresa pode significar outra coisa para muita gente que você nem faz idéia, ou alguma outra marca com nome parecido pode surgir de uma hora para outra. Imagine quantas “rejeições” a página do serviço de compras coletivas da AOL, o WoW.com, não recebe por parte de usuários interessados em World of Warcraft (conhecido como WoW por seus fãs).
No fim, o mais importante não é o valor da sua taxa de rejeição, nem mesmo o que ela significa, mas sim o que você pode fazer quanto a isso.
Abaixo você confere um infográfico interessante (em inglês) sobre a Bounce Rate, direto do KissMetrics.


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