Sempre gostei de assumir uma abordagem mais analítica para os problemas. Pensar no cenário, nas variáveis envolvidas, investigar um pouco daqui e ali e tirar minhas conclusões. Na semana passada me senti do outro lado de uma análise, como parte da amostra de clientes da uma companhia aérea que ficaram presos em São Paulo por causa do tempo ruim. E não foi legal.
O tamanho do problema
Tudo começou quando o aeroporto de Congonhas fechou na quarta-feira passada. Isso aconteceu por volta de umas 19h, mas o tempo já estava ruim desde o começo do dia. O problema se alastrou por todo o aeroporto enquanto as companhias atrasavam vôos, chamavam clientes para conversar e tentavam arrumar ônibus para transferir passageiros para Guarulhos.
Minha companhia era a operadora com o maior número de vôos da noite (20, pelo que me disseram). Assim, ela tinha um problema grande demais na mão para resolver (a quantidade de passageiros desses 20 vôos) e decidiu torcer para que o tempo melhorasse e ele se resolvesse sozinho.
Só quando faltavam 10 minutos para as tais duas horas limites que a Infraero determina é que eles soltaram a bomba: todos os vôos da noite estavam cancelados. Todos os passageiros teriam que remarcar suas passagens para o dia seguinte e a empresa não ia fornecer hospedagem ou alternativas de transporte para ninguém.
Não preciso dizer que o sentimento que se espalhou entre os clientes não foi bonito.




